Mais Forte que a Morte - Capítulo 11

 

 

O dia mal amanhece e Dasil já está acordado, sentado na cozinha tomando uma bela xicara de café preto, quando um pedra é lançada contra a vidraça da janela da sala, ele corre ao quarto e pega sua Magnum 45, desloca-se para sala em movimentos lentos e calculados e nada vê, abre a porta da rua e verifica ao redor não vendo nada suspeito, ao retornar a sala é que ele encontra a pedra e um bilhete amarrado com os dizeres.

VOCÊ ESTÁ MORTO, NADA VAI TE SALVAR, PABLO SERÁ VINGADO, DEVERIA TER NOS DEIXADO EM PAZ, VOCÊ JÁ MORREU SÓ AINDA NÃO SABE. ASS: AQUELA QUE JÁ O MATOU.”

- Assinado, aquela que já o matou. – Repete Dasil ao telefone.

- Estanho Dasil. – A voz no outro lado é a do Coronel. – Mas acho melhor você voltar para o QG o mais rápido possível.

- Não Coronel, agora virou uma investigação e eu vou até o fim, tenho um ponto de partida, o bilhete é assinado por uma mulher, gostaria que o senhor pedisse uma pesquisa sobre mulheres na quadrilha de Pablo.

- Vou providenciar e assim que eu tiver algo te telefono, até lá tome cuidado.

Dasil tem as feições preocupadas ao saber que alguém quer mata-lo e agora ele precisa descobrir quem é, decide ir na casa de Cristina, talvez Dona Elza possa ajuda-lo com alguma informação, mas lá chegando tem uma surpresa.

- Cristina, você voltou?

- Pois é, foi tudo muito rápido.

Ele aproxima-se para beija-la, mas ela recua, ele estranha a sua atitude.

- O que houve meu amor? – Pergunta-lhe.

- Dasil, vamos caminhar na praia, quero falar com você!

Ele pega sua mão, mas ela subitamente a recolhe, não sabendo o que pensar, ele simplesmente a segue em silencio e sente o ar ficar pesado ao seu redor, já na beira mar ele decide quebrar o silêncio.

 - Então Cristina, o que houve, o que você tem?

- Eu estou muito confusa, está acontecendo tanta coisa, então eu decidi que precisamos nos separar, foi um erro esse nosso relacionamento, mas ainda dá tempo de corrigir.

- Como assim um erro? Que erro? – Ele estava atônito com as palavras dela.

- É melhor não entrarmos em detalhe!

- Eu pensei que você me amava.

- Eu nunca disse que te amava, sempre disse que eu gostava de você.

- Você... Pensou bem? – sua voz estava triste e embargada.

- Pensei Dasil e não vou voltar atrás.

- Tudo... Tudo bem, mas lembre-se que eu te amo de verdade e que estarei aqui te esperando caso mude de ideia.

Os dois se despedem em tom melancólico e ele se senta em uma duna, sente um vazio dentro de si, como se tivessem arrancado seu coração ainda batendo e de seus olhos brotam lágrimas e ele chora compulsivamente, ele nunca tinha conhecido o amor e a paixão, mas agora que conheceu, perdeu muito rápido, seus punhos se serram e ele grita.

- EU TE AMO CRISTINA!

Neste momento, Cristina chega correndo em casa, atirando-se no sofá em lágrimas, Dona Elza se aproxima e tenta consola-la, mas ela a olha com firmeza e seca as lágrimas dizendo.

- Vou ser forte como meu pai.

Ele sente que perdeu algo, um gosto amargo em sua boca não o deixa pensar direito, quando termina de colocar suas malas no carro suspira fundo.

- Praia maldita.

- Maldita por que? – Uma voz soa atrás dele.

- Dona Elza, o que quer?

- Eu imaginei que você iria embora, escuta rapaz, ela também está sofrendo, mas eu sei que vocês vão voltar e se encontrar, infelizmente.

- Por que infelizmente?

- Esqueça, é maneira de falar, boa sorte.

- Obrigado Dona Elza, foi um prazer em conhece-la.

Ele então parte em alta velocidade, deixando pra traz Novo paraíso, sabe que não vai voltar.

CONTINUA...

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