Mais Forte que a Morte - Capítulo 8
Ao ouvir isso, Pablo Lótes salta da cadeira já com o seu
revolver em punho e atira diversas vezes contra Dasil, que rapidamente se protege
e revida imediatamente, um tiroteio infernal tem início, Pablo vai abrindo
caminho a bala em direção à rua, seus seguranças vão lhe dando cobertura, mas
esbarram com os outros agentes que estavam de campana na rua, logo Pablo se vê
cercado por todos os lados e em uma tentativa desesperada de fuga, tenta correr
até seu carro, mas Dasil percebe sua tentativa de fuga e dispara vários tiros
em sua direção; Por alguns instantes Pablo fica imóvel, depois começa a cair
lentamente e então o tiroteio cessa, Dasil se aproxima e abaixa-se, Pablo Lótes
o pega pelo colarinho e sussurra.
- Uma pessoa de minha confiança sabe tudo sobre você e vai
mata-lo, esta foi minha última ordem. Pablo Lótes cai morto.
Dasil ficou imóvel ao lado do corpo, apesar de sempre comemorar
uma missão bem sucedida, desta vez não sorriu, não esboçou nenhum tipo de
sentimento, apenas ficou sentado no cordão da calçada com a cabeça baixa
pensando
“Ele planejou tudo, inclusive a minha execução, não é a
primeira vez que sou ameaçado, mas desta meus instintos dizem para ter muito
cuidado.”
- Este não é o agente F6 Dasil que conheço. – Uma voz tira-o
dos pensamentos
- Adailton, você aqui? – Dasil se surpreende.
- Pois é, me destacaram para cuidar do resto do caso e te
liberar, mas estou surpreso que não esteja abrindo uma champanhe, você já fica
feliz quando pega um traficante qualquer e hoje simplesmente eliminou o maior
traficante do sul do pais, o mais procurado, o seu calcanhar de Aquiles e te
vejo aí todo quietão.
- É verdade, mas... Cara, eu tenho uma namorada agora e por
incrível que pareça, estou apaixonado.
- Sim, tô sabendo, o Coronel me contou, mas o que uma coisa
tem a ver com a outra?
- Ela é filha do Pablo!
Adailton arregala os olhos e sua fisionomia fica
extremamente séria.
-Tá brincando comigo? E agora?
- Pior que eu não sei, obviamente ela não tem ideia de quem
eu sou, e isso é pior do que você imagina. Tenho que te pedir para não comentar
nada com o Coronel, eu mesmo vou contar, no momento ideal.
- Claro, pode contar comigo, acho melhor você dar o fora
antes que arrumem alguma coisa para fazer, procure esfriar a cabeça e deixa as
parte burocráticas comigo, que serão muitas, com certeza vão te chamar para uma
investigação interna, o de sempre.
- Valeu meu amigo. -
Despede-se Dasil.
No caminho de volta, ele não consegue tirar da cabeça a
última cena que presenciou, Pablo Lótes caindo lentamente, foi como se ele
visse a Cristina na cena, ele sabe que é muito difícil ela conectar sua
ausência com a morte do pai, mas vai ser algo muito complicado de lidar; Ao
chegar a primeira coisa que faz é ligar para o QG.
- Missão cumprida Coronel!
- Parabéns agente!
- Obrigado.
- agora vai ficar mais fácil desarticular a quadrilha,
estamos prestes a acabar com a maior rede de tráfico de drogas do sul do pais e
graças a você.
- Eu sei e fico feliz com isso.
- Agora vai descansar, você precisa de uma boa noite de
sono, foi uma semana pesada para todos, novamente parabéns.
- Adeus Coronel!
Ele não se sente feliz, mas sabe que era sua obrigação,
amanhã verá Cristina e tem medo de olhar para ela, tem medo de sua própria
reação, ao olhar para aquela que tanto ama e saber que foi ele quem matou seu
pai.

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