Mais Forte que a Morte - Capítulo 5

 

O dia mal amanheceu e ele já estava à beira mar, sentado em uma duna, olhando o horizonte com o céu alaranjado do amanhecer e as ondas pequenas e cristalinas do mar ao fundo, divagava.

“Parece estranho, mas nunca pensei que um dia alguém iria gostar de mim, ainda mais alguém como Cristina, uma mulher linda, quase da minha altura, cabelos e olhos castanhos, meiga e doce; eu estou com vinte e quatro anos e é a primeira vez que estou feliz longe da minha Magnum 45, longe de tiros e morte, mas não sei se é algo da minha cabeça, mas algo nela me intriga, é como se ela me escondesse algo, bom... eu também escondo, mas acho que é bobagem, reflexos da profissão.”

Ao sair de sua divagação matinal, ele se dirige para casa e lá chegando faz um telefona para o QG.

- Alô? Bom dia Coronel, tenho uma pergunta, até quando estou de férias?

- Bom dia, pelo jeito as férias estão boas, pelo jeito não leu nada que assinou, não lhe dei férias e sim uma licença, pode ficar sossegado e aliás, como está a namorada?

- Que bom que estou licenciado e acertou, estamos namorando, está tudo indo muito bem, estou tendo cuidado.

- Eu sabia disso.

- Coronel, posso lhe pedir um favor?

- Claro, peça meu jovem!

- Bem... eu gostaria que o senhor... – ele se arrepende do pedido e muda de ideia – deixa pra lá, é bobagem.

- Alguma coisa lhe incomoda Dasil?

- Não, é bobagem mesmo, deixa pra lá, bom dia pro senhor, nos falamos, tchau!

Ao desligar fica pensativo, no seu íntimo ele gostaria de descobrir mais sobre Cristina, mas mudou de ideia e pensou que o tempo responderia todas as suas dúvidas; após um rápido banho e um café, saiu novamente, mas desta vez para se encontrar com ela, que estava sentada no alto de uma duna, ele ficou parado a admirando, ela realmente era muito linda, seus cabelos longos esvoaçavam com a brisa do mar.

- Oi Cristina!

- Oi amor!

- Vamos dar uma volta?

- Bem... antes podemos conversar?

- Claro Cristina, o que houve, algo errado? Seu coração se precipita repentinamente.

- Não, nada, calma, é que também estou de férias aqui, mas não estou sozinha, minha avó veio comigo e ontem contei sobre nós dois e agora ela quer te conhecer.

- Por mim tudo bem, irei conhece-la com o maior prazer, como é o nome dela?

- Minha vó se chama Elza!

Elza era uma senhora muito simpática, serena e parecia estar sempre segura de sí, parecia sempre estar analisando a situação; Assim que os dois chegaram, ela olha firme para ele e lhe oferece um sorriso meigo e carinhoso, o que quebra completamente o gelo da situação.

- Vó, este é o Dasil, de quem lhe falei. – apresenta-lhe Cristina.

- Muito prazer Dasil, ouvi falar muito de você e quando eu digo muito, significa o dia inteiro. – diz Elza fazendo graça e deixando Cristina sem graça.

- O prazer é todo meu, bom saber que alguém fala em mim. – Respondeu ele mais à vontade.

Os três conversaram muito e deram muitas risadas, ele sente que agradou Elza e que isso é muito importante para a relação dos dois; Cristina resolve tomar uma ducha e deixa os dois a sós, então ele sente que é o momento para perguntas mais profundas.

 CONTINUA...

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