Mais Forte que a Morte - Capítulo 7
A noite Dasil está sentado no sofá, perdido em pensamentos
apaixonados quando subitamente o telefone toca e tira-o do transe.
- Boa noite Dasil, Coronel falando.
- o que houve?
- tenho boas notícias, localizamos Pablo Lótes, ele está na
cidade de Penas Brancas, você sabe onde fica, quero que cancele suas férias e
vá ao seu encalço, localize-o e espere ele cometer um erro para prendê-lo.
- Deixa comigo Coronel, sei o que fazer.
- Tome cuidado Jovem, sabe que é você ou ele.
- Vou tomar, mas não titubear em elimina-lo se for preciso.
- Boa sorte agente.
- Obrigado, lhe mantenho informado.
Ele se joga no sofá e põe as mãos no rosto.
- E agora meu Deus? O que eu faço? Ele é pai da garota que
eu amo, mas é o maior traficante do pais, só sei que sou um agente e tenho que
cumprir uma missão, como sempre fiz, agora tenho que bolar uma boa desculpa
para me afastar daqui. Na manhã seguinte, ele chega cedo na casa de Cristina ,
para avisar que está de partida.
- Bom dia Dona Elza, Cristina está acordada?
- Ainda não, mas pode acorda-la!
Ele entra no quarto dela e fica parado por alguns minutos
observando-a adormecida, os olhos dele brilham intensamente, seu coração
palpita, pois pode estar em breve prendendo ou talvez coisa pior o seu pai, ele
leva a mão de encontro a seus cabelos e fica acariciando-os com carinho, ela
desperta e com um olhar lhe pede um beijo, ele o faz apaixonadamente e fala
baixinho.
- Vou ter que me ausentar por uns dias.
- Por que?
- Surgiu alguns imprevistos na empresa que só eu posso
resolver, mas no máximo uma semana estou de volta.
- Fazer o que? Trabalho é trabalho, vou sentir saudades!
- Eu também meu amor, mas prometo voltar o mais rápido
possível, mas já estou indo.
Como a cidade de Penas Brancas e uma cidade pequena e fica
apenas a alguns quilômetros de onde Dasil se encontra, ele chega lá
rapidamente, não foi difícil para ele localizar seu alvo, já que contava também
com outros agentes infiltrados na cidade e durante alguns dias o jogo de gato e
rato segue normalmente, restaurantes, hotéis e cassinos clandestinos são
vigiados dias e noites, até que em um dia Pablo Lotes resolve tomar um drink em
um pub afastado do centro, é quando Dasil resolver se mostrar, aproxima-se da
mesa dele, senta-se, sorri maliciosamente e fala.
- Olá, nos encontramos novamente.
- Para a minha infelicidade, mas porque não veio com a arma
em punho e cadê teus coleguinhas? – responde Pablo Lótes
- Escuta Pablo, não quero chamar a atenção, prefiro a
discrição, vai ser melhor para todos.
- Você pode me levar preso, por que ainda não o fez?
- Porque se você se entregar pode negociar a pena, negociar
delação premiada, estou lhe dando opções.
- o que há com você Dasil, das outras vezes tentou me matar
sem pestanejar?
- Digamos que estou tentando dialogar ao invés da violência.
- Vai se catar agentezinho de merda!
- Como eu pensei.
- Dasil levanta-se e sai caminhando em direção da porta, no
caminho ele conta quantos seguranças estão lhe observando, sorri, olha para
traz e sentencia.
- Não vou te prender agora, te dou até a noite para mudar de
ideia e se entregar, após este tempo, eu volto e te levo, vivo ou morto.
- Nossa fiquei comovido! – Ironiza Pablo lotes.
- Só não entendo como um canalha sem escrúpulo como você
pôde ter gerado alguém tão doce como a Cristina.

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