Mais Forte que a Morte - Capitulo 2
Foi uma invasão rápida, muitos disparos, a porta da frente
se abre e Dasil sai com sua Magnum 45 em mãos, olha para um policial e fala.
- Cinco traficantes a menos no pais!
- Gostaria de saber como você faz isso, assim, tão simples!
– fala Adailton
- Eu me inspiro no Demolidor, o homem sem medo, das minhas
“leituras questionáveis” – responde sarcasticamente.
No QG da organização, chamado Gordon Consdale, que recebeu
esse nome para homenagear um agente secreto Inglês, encontra-se o Coronel
Marcon, um homem de meia idade, calvo e que no momento aparenta estar bem
irritado e apreensivo, principalmente por causa com quem irá falar agora, abre
o interfone, respira fundo e pede a secretária do outro lado.
- Tenente Leda, faça o agente Dasil entrar!
Dasil adentra a sala e as medalhas e miniaturas de tanques e
aviões de guerra que enfeitam a sala não mais o impressiona.
- Agente F6 Dasil se apresentando senhor – batendo
continência com o corpo ereto e um sorrisinho Cínico no rosto ele apresenta-se
para o Coronel.
- Sente-se Dasil – com o pescoço avermelhado em destaque, o
agente sabe que não é um bom sinal – meu jovem, ser um agente ou espião é uma profissão
árdua, perigosa, penosa e solitária, nós colocamos as nossas vidas em risco
todos os dias, somos a lei e temos que respeita-la também ou melhor, temos que
dar o exemplo.
Dasil olha-o profundamente e fixamente e seu semblante perde
o cinismo, vai direto ao assunto como é de costume.
- Por acaso tem a ver com os traficantes?
- Claro que tem – grita o coronel – você não tinha o direito
de tirar a vida de cinco traficantes, poderíamos ter negociado a se entregarem,
mas não... você não, você tem que decidir tudo sozinho, sempre fazendo uma
loucura e eu estou farto de suas loucuras.
Com uma reação enérgica e demonstrando muita raiva, Dasil
também começa a gritar, não se importando com o seu superior, sem ter medo
algum de qualquer punição.
- Então o senhor diga isso para as crianças e jovens que
eles carregam para o mundo das drogas, para as mulheres que eles forçam a se
prostituir e principalmente, diga para aquela família que estava refém, com
armas apontadas para suas cabeças.
Coronel Marcon respira fundo e tenta se acalmar, senta-se e
entrelaça os dedos, perguntando-se porque Dasil era assim. Tão raivoso,
intempestivo e solitário, nunca viu ele com uma namorada ou soubesse que tinha
uma vida social normal, praticamente ele vivia para a agencia e para sua
obsessão de perseguir traficantes.
- Dasil, meu jovem, você precisa de descanso, arejar a
cabeça, namorar um pouco, curtir a vida e esquecer por um tempo o trabalho!
- Por acaso está falando em férias? Dasil soou irônico.
- Sim, você está aqui a seis anos ou seja, desde que se
alistou nas forças armadas, foi recusado por excesso de contigente e acabou
sendo recrutado por nós; você nunca pediu férias, ficou em treinamento rigoroso
por uma ano e meio, acabou tornando-se o melhor agente que temos e já tivemos e
mesmo assim nunca pediu férias, uma hora o corpo e a mente cansa meu jovem e aí
tem que recarregar a bateria.
Dasil olha para o chão com um ar pensativo e então
finalmente fala.
- Quem ficará em meu lugar?
- Isto não é problema, aliás eu já arranjei tudo, tenho uma
casa em Novo paraíso, um balneário lindíssimo e sossegado, aqui estão as chaves
e o endereço, não aceito um não e nem que volte atrás, passe na secretária para
assinar os documentos que por acaso estão prontos e... boas férias!
Ele se dirige para sua casa pensativo, nunca havia tirado
férias; lá chegando arrumou sua mochila, entrou em seu carro e deu a partida.
- Férias, nem sei o que é isso, vai ser estranho!
Após uma viagem de três horas, finalmente chega em Novo
paraíso, ao descer do carro sente a brisa do mar em seu rosto e a casa é em
frente ao mar e muito aconchegante, ele se anima um pouco.
- Acho que vou gostar daqui – diz com um sorrisinho no rosto
CONTINUA...

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