Mais Forte que a Morte - Capítulo 4
A noite estava quente e menos abafada do que de costume, o
encontro em um barzinho deu um toque especial, na mesa um coquetel de menta e
ao fundo uma música atípica para uma ocasião especial para dois jovens, mas
incrivelmente o gosto musical era parecido.
- Yesterdays para mim é uma das melhores do Guns! – comenta
Dasil
- Concordo plenamente – ela conforma sorridente.
Ele a olha profundamente e tenta dizer algo.
- Cristina, se eu... se eu te falasse; - ele olha para o céu
e percebe que sua coragem esmoreceu. – se eu te falasse que vai chover?
Ela levanta a sobrancelha sem entender, pois o céu estava
completamente estrelado, baixa a cabeça sorrindo; a noite vai passando e ele
fica cada vez mais nervoso.
“Eu sou um agente experiente, já lidei com todo tipo de
perigo, vou fraquejar agora, deixar a emoção me dominar, o que há homem” –
pensa ele.
Mas suas emoções e pensamentos pouco adianta, ele respira
fundo e interrompe a conversa subitamente.
- Se eu te falasse que estou apaixonado, você acreditaria?
A sensação dele é como se um piano tivesse sido tirado de
suas costas, ela fica automaticamente enrubescida, sem palavras e trêmula, ele
estende sua mão e ela a toca carinhosamente, ele sente-se feliz e percebe que é
uma felicidade diferente, algo que jamais sentiu antes e a noite para aqueles
dois amantes parecia ser a ultima do mundo, mas já era tarde e ambos tinham
sede, mas não de um coquetel de menta e sim de um beijo; como já era tarde,
decidiram ir embora e enquanto caminhavam de mãos dadas ele lhe pergunta.
- Namora comigo?
- Essa pergunta é um pouco antiquada. - ela sorri.
- Não tenho muita experiência. – responde ele.
- Não sei Dasil, pra falar a verdade eu nunca tive um
namorado e para falar a verdade eu não te conheço direito, não sei quem é, o
que faz.
- Bem... quem somos o tempo vai dizer e o que eu faço... –
ele treme a voz – eu tenho uma empresa de TI na capital, mas como estava com
fadiga e muito estresse, resolvi tirar férias.
- Que legal, como é a nome da empresa?
Ele sentiu um calafrio percorrer sua espinha, tinha que
continuar a mentira e tinha que achar um nome para ela.
- A.D.I – Acessória Dasil em Informática. – mentira
instantânea.
Sem dizer mais nada, ele aproxima-se sorrateiramente dela e
lhe dá um beijo, um beijo ávido e sedento, ela o olha com um sorriso nos
lábios.
- Eu aceito! – ela responde.
Ele sorri e apesar de saber que terá que tomar muito cuidado
com sua identidade, ele sente que será uma experiência maravilhosa, longe do
trabalho, tiros e bandidos.

Muito legal
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