EVA - PERDIÇÃO - Capitulo 11

 

Eva pegou sua bolsa e saiu do quarto deixando sua mãe sozinha e com lágrimas nos olhos, sem conseguir entender como ela mudou tanto e tão rápido e de onde ele iria tirar forças para aguentar tudo isso.

Eva ficou caminhando um tempo, seu coração estava apertado, sua cabeça confusa, precisava de um refugio e decidiu procurar Tom. Apos um percurso de ônibus, chegou na casa dele, bateu na porta e um cara alto e barbudo atendeu.

- Fala.

- O Tom está?

- Não, o que você quer?

- Eu precisava falar com ele.

- Entra ai.

Ela entrou e viu varias pessoas sentadas consumindo drogas, algumas fumavam maconha, outras cheiravam, mas todas consumiam algum tipo de drogas.

- Eu queria um baseado.

- É dez reais.

- Eu pago pro Tom depois.

- Você está achando que aqui é armazém? Pagamento no ato.

- Eu não tenho dinheiro aqui, não tem como falar com o Tom?

O rapaz afastou-se pegou um celular e começou a conversar, ela não conseguia ouvir o teor da conversa, mas escutava as risadas do rapaz que desligou o telefone e foi em sua direção.

- O Tom liberou, mas disse que no fim de semana vai ter que pagar, mas antes de te dar o bagulho, vai ter que fazer uma coisinha.

Pegou Eva pela mão e levou-a para um quartinho nos fundos, lhe deu uma olhada profunda e baixou a bermuda.

- Chupa!

Ela o olhou fixamente, mas nada disse, apenas se ajoelhou e fez o que lhe fora ordenado, ele gemia, falava palavrões e puxava seus cabelos, até que chegou ao clímax e com a mão aberta segurou a cabeça dela.

- Engole tudo cadela.

Depois dele se recompor, deu o baseado pra ela que ascendeu e fumou voluptuosamente, olhou para o lado e perguntou.

 - O que o Tom vai querer que eu faça?

- Surpresa querida – saiu dando risada.

Ao voltar para casa Eva encontrou sua mãe sentada no sofá, entrou sem nada dizer e quando ia subir as escadas, ouviu sua mãe.

- Senta aqui, quero conversar.

- Fala mãe.

- Por quê?

- Porque o que mãe?

- Porque esta fazendo isso comigo?

- Não estou fazendo nada com a senhora.

- Está sim minha filha! Seu pai está doente, morrendo e na hora em que mais preciso de você, começa a usar drogas e a transar dentro de casa.

- Foi mal mãe.

- Foi mal? Isso é tudo o que tem a me dizer?

- Eu... Não queria, mas aconteceu e eu gostei, sinto muito, mas foi à única forma que encontrei de me libertar.

- Liberdade, maldita palavra! Olha minha filha, transar eu até compreendo, ia acontecer mais cedo ou mais tarde, mas drogas... Drogas mata.

- Eu sei o que estou fazendo.

- Todos sabem até que seja tarde demais, vou ter que proibi-la de sair.

- O que? A senhora não pode fazer isso?

- Posso e vou fazer.

- Eu fujo mãe, não faça isso.

Eva levantou-se e subiu as escadas correndo, enquanto dona Helena chorava compulsivamente. No dia seguinte ela retornou ao hospital e encontrou Rodolfo extremamente mal humorado, pois a primeira noite no hospital não fora das melhores e ainda teria que fazer exames pela manhã.

- Como você está?

- Péssimo Helena, depois que vim para cá parece que piorei.

- Impressão sua.

- Daqui a pouco vou fazer a biopsia, mas não tenho muita esperança.

- Sempre há esperança,.

Logo em seguida ele foi levado para o centro cirúrgico, onde passou à manhã toda, na volta o médico foi conversar com os dois.

- Vou ser sincero com os dois, está pior do que pensei, o tumor se espalhou muito rápido, vamos fazer o possível.

Rodolfo não conteve as lágrimas e se abraçou a dona Helena, a única coisa que lhe restou e não lhe abandonou. A semana logo passou e na sexta-feira Eva arrumava-se para sair, quando sua mãe entrou no quarto.

- Onde você pensa que vai?

- Vou sair.

- Não vai não.

- Por favor, mãe, não quero discutir.

- Você foi à escola esta semana?

- Não, não quero mais estudar.

- Engraçado, estudar não quer, mas quer sair.

- Eu vou sair mãe!

- Com aquele marginal?

- O Tom não é isso.

- É sim e está acabando contigo.

- Quem acabou comigo foram vocês.

- Me respeita menina.

- Tchau mãe, estou indo.

Ela saiu em disparada e bateu forte a porta da frente, Tom lhe aguardava em frente à casa em um carro, ela entrou e deu-lhe um longo beijo na boca e disse.

- Tire-me daqui.

Tom arrancou a carro em alta velocidade, tinha bons planos para essa noite e também não queria perder muito tempo, pois Eva era agora a sua propriedade da vez. Enquanto isso em casa, dona Helena acariciava as roupas da filha, lembrava-se dela ainda pequena e frágil, ela acaba por pensar em voz alta.

- Minha menina, o que será de você? Não te culpo por nada, só lamento, me sinto fraca, sem forças para lutar, só me resta rezar para os anjos iluminados para que tudo termine bem.

Tom estacionou em frente a um edifício luxuoso, olha para Eva e diz calmamente.

- Hoje você vai conhecer algo melhor que maconha.

- E o que é?

- Hoje você vai fumar pedra.

- Você tem crack?

- Tenho... E tenho uma pedra só pra você?

- Legal!

- Porem temos que conversar, você está me devendo um favor.

- Eu sei do baseado que não paguei.

- Não só daquele baseado, mas de todos que já fumou e agora é a hora de pagar.

- Ok! O que você quer!

- É o seguinte... Neste edifício você vai até o apartamento 502, lá tem dois caras, quero que tu faça o que eles quiserem.

- Você está brincando comigo?

- Não estou não, é muito sério, você deve e vai pagar, é assim que as coisas funcionam.

- Eu não vou fazer isso, não sou prostituta.

- Não é, mas vai fazer ou eu te meto uma bala na cabeça.

Ele puxou uma arma e mirou na cabeça dela, que olhou assustada, ela sabia que ele não estava brincando.

- Está bem, eu vou, mas antes me da o bagulho.

Tom pegou a pedra e colocou num cachimbo próprio para o uso, deu para ela e acendeu, ela tragou forte e quase teve um engasgo, após fumar tudo ele abriu a porta e ordenou.

- Agora vá e não me decepcione.

Ela desceu e foi em direção à portaria, se identificou e pediu o apartamento, uns minutos depois ela sobe de elevador, desce e vai até o apartamento 502, toca a campainha e um homem alto e loiro abre a porta.

- Oi, o Tom me mandou.

- Puxa ele não mentiu quando disse que você era uma gatinha.

Ao entrar ela viu outro homem, negro e forte, sentado no sofá, ela fica parada no meio da sala completamente assustada, o loiro aproxima-se e pergunta.

- Quer fumar, cheirar ou beber?

- Eu estou legal.

- Então é o seguinte, comece a tirar a roupa.

Ela obedeceu e ficou somente de calcinha e sutiã, um dos homens levantou-se e lhe deu um tapa na cara.

- É pra tirar toda a roupa sua vagabunda.

- Mas eu...

Ela não conseguiu completar a frase, pois o loiro atirou-a no sofá e em seguida os dois nus partiram para cima dela e a estupraram sem dó e nem piedade, hora era um só, hora eram os dois ao mesmo tempo, puxavam seus cabelos, mordiam-na, batiam e cometiam todo os tipos de posições sexuais imagináveis. Três horas depois Eva saiu esgotada, envergonhada e decididamente marginalizada.


CONTINUA...

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