EVA - PERDIÇÃO -Capitulo 8

Rodolfo e dona Helena saíram cedo e por volta das seis horas da manhã já estavam no hospital, depois de duas horas esperando o atendimento e fazerem alguns exames, finalmente o médico lhes fala o que estava acontecendo.

- Bem Sr. Rodolfo, a sua erisipela piorou muito e essas feridas é um péssimo sinal, pelo jeito não seguiu as minhas recomendações anteriores e agora teremos que fazer um tratamento mais prolongado.

- Não fiz, mas agora irei fazer.

- Vou lhe receitar vinte injeções de dispacilina, uma por dia, pomada de Dexametasona para aplicar no local e a solução de Thiersch para aliviar a coceira e o vermelhidão.

- E a garganta?

- Quanto à garganta vou lhe encaminhar ao setor de oncologia e pedir uma biopsia, mas tem que ser o mais rápido possível.

- Obrigado Doutor!

- De nada, tenham um bom dia!

Rodolfo encontrou dona Helena na recepção e ambos saíram caminhando em direção ao setor de oncologia, que ficava no mesmo complexo hospitalar, lá chegando foram ao guichê e deram o encaminhamento para a marcação do exame, que ficara para aproxima semana, dona Helena puxou assunto.

- Você vai fazer os exames?

- Vou sim, não posso brincar com minha saúde.

- Que bom, tudo vai ficar bem.

- Assim espero.

Ao chegar em casa, Eva não tinha ido a escola, cumprimentou os dois e fez um pedido.

- Tem uma festa sexta-feira, posso ir?

- Não vai perguntar como estou?

- Como o senhor está?

- Melhor do que você queria.

- Posso ir?

- Não!

- Por quê?

- Porque eu não quero.

- Mãe?

- Seu pai não quer, eu não posso fazer nada.

- Droga!

Eva saiu às pressas batendo a porta com força, dona Helena baixou a cabeça e ouviu a sentença do marido.

-Está vendo só, é tudo culpa sua, fica mimando essa guria e agora esta dando nisso.

Ela nada disse, foi para a cozinha preparar um lanche enquanto ele ficou resmungando na sala; No outro dia Eva chegou à escola e surpreendeu-se ao não ver Tom na entrada, decepcionada assistiu às aulas sem muito interesse, quando o sinal tocou e ela preparava-se para sair, sua professora pediu que ficasse para conversar.

- Eva... Sei que tens problemas em casa, mas isso nunca afetou o seu rendimento escolar, mas há alguns dias isso tem mudado, esta acontecendo alguma coisa?

- Não! Ela respondeu secamente.

- Você está tendo algum tipo de relacionamento com o Everton?

- Porque pergunta?

- Você é uma menina inteligente, sagaz e pura, não se meta com esse rapaz.

- Novamente lhe pergunto, por quê?

- Porque ele é um malandro, um rapaz de rua, não é uma boa companhia pra você.

- Eu sei me cuidar.

- Só estou tentando ajudar.

- Quem lhe disse que quero ajuda? Sei me cuidar muito bem e não lhe pedi nada.

Eva foi embora indignada, sendo acompanhada pelos olhos preocupados da professora.

- Meu Deus menina no que esta se metendo.

No portão da escola, Tom a esperava, vestia uma bermuda jeans e camisa regata, Eva sorriu quando o viu e seus olhos brilharam.

- Oi moça envergonhada.

- Oi Tom.

Sem que ela esperasse, ele deu-lhe um beijo na boca, ela agarrou-o pelos cabelos e se entregou definitivamente, a língua dos dois se encontraram em uma sensação maravilhosa e desconhecida, de mãos dadas saíram a caminhar parando em uma praça próxima ao colégio, Tom sentou-se em um banco e Eva deitou-se com a cabeça em seu colo.

- Você não foi à aula?

- Não, estou de saco cheio desta escola.

- É... eu também.

- Pronta para sexta?

- Meu pai não deixou.

-Por que.

- Porque ele é um idiota.

- É mesmo, mas vai assim mesmo.

- Que? Enlouqueceu?

- Não, é só você ir é depois é o depois.

- Nunca fiz isso.

- Sempre tem a primeira vez.

- Vai ser legal ver a cara dele depois.

- Hehehehehehe.

Eva estava com um brilho maldoso no olhar algo que nunca teve, sentiu uma sensação de poder, de querer enfrentar seu pai.

- Onde te encontro Tom?

- Eu moro no bairro Cavalhada, conhece a praça Guia Lopes?

- Conheço e na verdade fica na Av. Teresópolis.

- Pois bem te encontro lá hoje as 22h00min.

- Combinado.

Abraçaram-se e se beijaram muito, ele fazia ela se sentir bem e era o que ela mais gostava, o namoro começou a ficar frenético e Tom começou a se excitar, começou a alisa-la e ela gemeu baixinho, em seguida colocou suas mãos entre as pernas dela, por dentro da roupa, ela deu um salto pra traz.

- Isso não Tom.

- Por quê? Que mal há?

- Nenhum, mas não é o momento.

Os olhos dele brilharam e um sorriso maldoso formou-se em seus lábios, estava ficando melhor que a encomenda.


CONTINUA... 

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