EVA - PERDIÇÃO - Capitulo 5
Quando chegou em casa o sonho de princesa desmoronou, pois a
visão que presenciou trouxe-lhe de volta toda a amargura que vive em seu peito,
sentada no sofá estava sua mãe com os olhos fixos no horizonte, seu rosto
estava incrivelmente inchado, mal dava para ver seus olhos abertos, seu nariz
estava visivelmente quebrado e seu queixo em carne viva.
- Meu deus, de novo mãe?
- Dessa vez foi bem pior.
- Mas por quê? O que tu vez de tão grave?
- Nada! Só pedi que seguisse as orientações médicas.
- Orientações médicas? O que ele tem?
- Acho que esta com câncer na garganta e uma doença nas
pernas.
- E por isso te bateu? Desgraçado, tomara que sofra até
morrer!
- Não fale assim, Deus castiga.
- Castigo mãe? Somos castigadas há anos, onde está este Deus
que não nos defende? Não sei como à senhora aguenta, mas eu... eu estou cheia.
Ela deu um beijo em sua mãe e foi para o quarto, tirou a
roupa e entrou no banho, estranhamente lembrou-se de Tom e de quanto ele era
bonito, cabelos castanhos lisos, olhos arredondados da mesma cor dos cabelos,
um metro e oitenta de altura e um corpo forte, sentiu um calor invadir o seu
corpo, ao ouvir seu pai chegar saiu do banho e colocou seu pijama, não demorou
em ouvir gritos vindos da sala.
- Porque a janta não esta pronta?
- Não consigo me mexer!
- Sua vagabunda.
Eva desceu as escadas correndo e viu seu pai prostrado em
frente a sua mãe, sua mãe já estava no alto, quando gritou.
- NÃO FAÇA ISSO!
- E quem vai me impedir?
- Não toque mais nela seu monstro.
- Do que me chamou?
Rodolfo partiu para cima dela, que correu para a cozinha,
quando ele o alcançou ela estava com um cutelo nas mãos, com ódio no olhar ela
lhe disse.
- Chega perto de mim e eu te mato.
- Largue este cutelo ou será pior.
- Saia daqui – berrou ela
- Estou lhe avisando Eva.
Rodolfo partiu para cima dela, que o golpeou no braço o
sangue começou a escorrer pelo corpo, mas ela já estava no chão e sentia os
chutes dele, que usou tanta força que a fez desmaiar, ele a pegou no colo,
subiu as escadas e jogou-a na cama; quando voltou a si ela dentou sentar-se,
mas sentiu o corpo todo tremer, com dificuldade conseguiu ir até o chuveiro,
mas acabou desmaiando novamente e ali passou a noite toda.
No dia seguinte, Eva acordou na cama, com a sua mãe lhe
fazendo compressas quentes nas suas costas.
- Estou cansada de chorar mãe, cansada de viver.
- Eu entendo minha filha.
- Entende mesmo mãe? Eu é que não consigo entender como você
consegue viver com ele, você é linda mãe, vamos embora e viver nossas vidas.
- Aqui é minha vida Eva!
CONTINUA...

Que triste essa
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