Monólogo ao entardecer

 

Queria eu poder merecer todos os sorrisos das crianças que me cercam, acreditar em cada aperto de mão que me é dado, merecer cada palavra que escrevo, pois tais palavras dizem tantas mentiras e tantas verdades, queria eu acreditar no amor.

Amor... estranha palavras que pode representar o nascer de uma vida ou o fim de outra, um sentimento que faz o coração bater forte no encontro e desencontro, palavras que nem os poetas conseguem desvendar qual é a sua verdadeira natureza.

Eu já amei e posso garantir que não há sentimento no universo parecido com o amor, nada pode sobrepujar a sua vontade, por amor eu já cometi centenas de erros, mas o erro maior que cometi, foi não ter tido amor próprio, não ter me preservado, a conquista sempre tem um gosto delicioso, porém, a derrota é muita amarga e nem sempre estamos preparados para enfrenta-la.

Eu fui derrotado, não posso negar este triunfo infernal, cometi tantos erros que chego a ficar enrubescido quando lembro, cheguei a cometer suicídio mental e quase o fiz no sentido literal da palavra.

Mas tal qual um soldado em guerra, eu não me entregarei assim tão facilmente, a adrenalina dentro de mim vibra tão forte que chego a me assustar, eu sou um poeta e a minha paixão e o meu amor, fazem parte da minha vida e agora eu gargalho de mim mesmo, pois quem venceu esta guerra, foi eu mesmo, pois estou aqui de novo escrevendo, compondo, sonhando.

Minha paixão, meu amor se foi, está por aí, quem sabe um dia ela também vença e descubra que para se apaixonar de verdade, primeiro tem que chorar.

Queria eu poder merecer todos os sorrisos das crianças que me cercam, acreditar em cada aperto de mão que me é dado, merecer cada palavra que escrevo, porém, antes eu tenho que acreditar no que eu sou capaz de fazer e sei que ainda vou aprender.

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